Reclamações sobre EPIs: É SOBRE Cultura ou Qualidade?
Por que a resistência ao uso de EPI ainda é comum? Entenda como o conforto e a ergonomia dos calçados reduzem o cansaço e garantem a segurança.
Você sabia que a aramida, utilizada em algumas de nossas palmilhas, é o material utilizado na produção de coletes balísticos?
O que muda na escolha de uma simples palmilha dentro de uma Bota de Segurança? Será que todas as tecnologias realmente entregam o mesmo desempenho no canteiro de obras, lidando com manutenção industrial e atividades com risco elétrico?
É justamente aqui que começa a provocação central da nossa série Superando as Normas: cumprir o que está previsto na legislação é apenas o primeiro degrau. A segurança real nasce quando o projeto entende os desafios que irá enfrentar e busca fazer mais que o mínimo, incorporando engenharia aplicada ao uso prático. A palmilha de aramida, feita do mesmo material usado em coletes balísticos, representa essa evolução. E mais: corrige fragilidades que a palmilha de aço simplesmente não resolve.
A NR 6 é explícita quanto às responsabilidades das empresas. Seu trecho mais relevante afirma:
NR 6, item 6.6.1: “Cabe ao empregador fornecer aos trabalhadores EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento.”
E ainda determina que o EPI deve ser parte estrutural do calçado, não um acessório improvisado:
NR 6, item 6.6.1, alínea ‘h’: “Quando previsto, o EPI deve ser parte integrante do equipamento.”
Isso reforça um ponto crítico: Palmilhas antiperfuro removíveis não atendem à NR 6.
A palmilha de aramida da Calfor é aplicada de forma fixa, incorporada à estrutura da bota, exatamente como a norma exige.
A NR 18 exige que trabalhadores em áreas com resíduos perfurantes — como pregos, vergalhões e sucata metálica — utilizem calçados específicos para esse risco:
NR 18, item 18.28.5: “Devem ser utilizados calçados de proteção […] que impeçam riscos provenientes de perfurações nos pés.”
Aqui existe uma lacuna prática:
A palmilha de aço atende à perfuração, mas é condutora elétrica.
A aramida atende à perfuração e ao risco elétrico simultaneamente.
Essa diferença muda completamente o cenário em obras onde energia e materiais metálicos convivem diariamente.
A NR 10 define claramente que trabalhadores expostos a eletricidade devem utilizar EPIs não condutivos:
NR 10, item 10.2.4: “Devem ser utilizados equipamentos de proteção individual […] adequados às atividades com risco elétrico.”
Palmilhas metálicas não atendem a esse requisito.
A aramida, por natureza, não conduz eletricidade, sendo compatível com a NR 10 e adicionando uma camada de segurança que vai além da proteção mecânica.
A NR 9, que trata do Programa de Gerenciamento de Riscos, exige controle sobre “riscos mecânicos causados por objetos cortantes e perfurantes.”
Aqui, novamente, a aramida se destaca, porque mantém integridade mesmo após múltiplos pontos de tensão, algo que a palmilha de aço não consegue devido ao seu comportamento rígido e suscetível à deformação.
A palmilha metálica ainda é um padrão muito utilizado, entregando boa resistência mecânica.
Porém, apresenta limitações técnicas importantes:
Essas características fazem com que a palmilha de aço não atenda ambientes com riscos combinados (perfuração + eletricidade + química).
A aramida é utilizada em equipamentos balísticos justamente por sua capacidade de dissipar energia, alta resistência por grama e estrutura têxtil flexível.
Na aplicação como palmilha antiperfuro, ela entrega:
O ponto-chave:
➡️ A aramida não se deforma de forma permanente e não cria pontos de fragilidade.

A aramida é uma fibra sintética de alta performance pertencente ao grupo dos polímeros aromáticos de cadeia longa. Sua estrutura molecular extremamente estável cria ligações rígidas que resistem ao estiramento e dissipam energia de impacto com eficiência muito superior a fibras têxteis comuns. É exatamente essa característica que tornou a aramida um dos materiais mais utilizados na indústria de coletes balísticos e equipamentos de proteção militar, onde a capacidade de parar projéteis depende de dispersão rápida e controlada da energia. Em aplicações industriais, como palmilhas antiperfuro, essa mesma engenharia têxtil multicamadas impede que objetos pontiagudos — como pregos, vergalhões ou sucata — concentrem força em um único ponto. Ao distribuir o impacto pela malha, a aramida evita deformações perigosas, mantém a integridade estrutural do calçado e oferece uma proteção contínua mesmo após múltiplos esforços mecânicos.
As NRs definem o mínimo a ser seguido. Mas os cenários reais de obra, indústria e manutenção combinam riscos que a norma não prevê isoladamente.
Abaixo trazemos um gráfico comparativo de resistência à força aplicada para as duas palmilhas. Podemos observar que a Palmilha de Aramida tem uma resistência melhor devido a sua flexibilidade e melhor distribuição de força, ficando muito acima do mínimo exigido pelos órgãos de fiscalização.

Dores
Soluções Calfor
A engenharia têxtil da aramida atende simultaneamente vários riscos que a norma lista de forma separada e essa convergência é justamente o que supera o padrão. A leveza e o isolamento da biqueira de composite reduzem a fadiga e ampliam a segurança, superando o que a norma exige.

A ProQuímica é a bota que oferece a palmilha de aramida, atendendo cenários onde perfuração, eletricidade, umidade e agentes corrosivos estão presentes ao mesmo tempo, algo que exige mais do que o mínimo normativo. A palmilha de aramida não é apenas uma alternativa à palmilha de aço, ela é uma resposta moderna a ambientes onde os riscos se combinam, se sobrepõem e surgem quando o trabalhador menos espera.
As Normas Regulamentadoras definem o que é obrigatório e a Calfor entrega o que é necessário.
Superar as normas é o que transforma um EPI em um equipamento de confiança.
A Calfor não busca apenas aprovação. Busca evolução.