Reclamações sobre EPIs: É SOBRE Cultura ou Qualidade?
Por que a resistência ao uso de EPI ainda é comum? Entenda como o conforto e a ergonomia dos calçados reduzem o cansaço e garantem a segurança.
Ambientes frigoríficos exigem EPIs que resistam a frio extremo, agentes biológicos e ritmo intenso. Entenda as normas e soluções.
Você sabia que trabalhadores em linhas de produção frigoríficas ultrapassam os 90 movimentos por minuto?
Frigoríficos são um ambiente que misturam fatores ergonômicos, mecânicos, biológicos e químicos. É um ambiente vitrine e laboratório da segurança ocupacional.
Segundo a Análise de Impacto Regulatório da NR 36 (MTE), só em 2019 foram registrados 23.320 acidentes, média de quase 90 por dia. Um número que não surpreende técnicos do setor: cada metro quadrado de uma planta frigorífica pode concentrar riscos em potencial.
Dentre tantos fatores que influenciam a saúde do trabalhador, se tornou urgente a demanda por EPIs eficientes visando diminuir os números apresentados diariamente.
Instituída em 1978, a NR 6 estabelece o uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual e define responsabilidades de empregadores e empregados.
Nos frigoríficos, ela se traduz em EPIs de alta especificidade:
Esses itens não são opcionais: cada um responde a um tipo de risco mapeado em laudos ambientais e PPRA (ou PGR), conforme exigido pela NR 9.
confira nosso artigo com as principais NRs na segurança do trabalho
Com a rápida expansão e o surgimento de vários ramos empresariais, viu-se a necessidade da criação de diversas outras normas abrangendo apenas áreas específicas. Foi então que em 18 de abril de 2013, entrou em vigor a NR 36, um marco para a segurança nos frigoríficos, pois traduz o ambiente industrial em parâmetros técnicos mensuráveis.
Entre suas exigências principais estão:
Controle de ruído e vibração, por meio de pausas e isolamento acústico;
Monitoramento de agentes químicos e biológicos, como amônia e fluidos orgânicos;
Climatização com renovação de ar e controle de temperatura;
Análise ergonômica das tarefas repetitivas e pausas para recuperação muscular.
O ponto mais relevante da NR 36 é a integração entre engenharia, ergonomia e gestão. Ela obriga o empregador a reavaliar processos, não apenas EPIs. Um exemplo prático é o redimensionamento de linhas de corte e desossa, afim de limitar o número de movimentos repetitivos por minuto, medida que impacta diretamente a incidência de LER/DORT.
Na rotina da segurança do trabalho, mudanças nunca devem passar despercebidas como vimos acima sobre a Uma nova tinta aplicada ao chão, o revestimento ou ajuste de layout e quaisquer mudanças que causem impacto no trabalho e na interação com EPIs deve acender o alerta da equipe de segurança. Mesmo pequenas alterações podem mudar o atrito, a temperatura ou o comportamento dos materiais, afetando diretamente o desempenho e a segurança.
Cabe aos técnicos e gestores de segurança questionar cada mudança antes da implementação a fim de atender às novas necessidades. As NR 9 e NR 36 reforçam essa responsabilidade: revisar processos sempre que houver alteração nas condições do trabalho. Segurança eficiente não depende só de bons EPIs, mas de um olhar atento às variáveis que o cercam.
As NRs são dispositivos complementares às leis trabalhistas, detalhando aspectos específicos. Dentro das leis trabalhistas também temos artigos como por exemplo o Art. 253 da CLT, em vigor desde 1943, que garante 20 minutos de pausa a cada 1 h 40 min de trabalho em câmaras frias.
Não é um simples descanso oferecido ao funcionário, essa pausa é reconhecida como medida de prevenção psicofisiológica. Estudos da Fundacentro mostram que o corpo humano leva de 15 a 25 minutos para recuperar temperatura periférica em condições de frio intenso.
Essa previsão legal, somada às exigências da NR 36, constitui um caso em que a ergonomia e a legislação convergem em dados científicos comprovados, e esse mindset de melhoria contínua é essencial dentro do setor de segurança da indústria. NR’s são renovadas e leis são atualizadas sempre que necessário, garantindo mais segurança aos trabalhadores.
Nos frigoríficos, o calçado de segurança precisa isolar o frio, resistir à umidade constante, absorver impactos, prevenir perfurações, manter aderência em pisos molhados e gordurosos e atender a outras possíveis demandas sem perder conforto ou flexibilidade.
A exposição contínua a baixas temperaturas afeta o comportamento dos materiais do cabedal e do cano da bota, que perdem flexibilidade e exigem maior esforço muscular do trabalhador.
Essa fadiga cumulativa reduz o conforto e a estabilidade, reforçando a importância de compostos de PVC formulados para manter elasticidade e leveza mesmo abaixo de 0 °C, enquanto o solado antiderrapante, testado em piso úmido conforme a ABNT NBR ISO 20344, garante a aderência necessária para evitar quedas.

A Calfor desenvolve composições específicas de PVC para ambientes de frio controlado. A Bota MAXIGRIP, é um exemplo de produto desenvolvido através da parceria com empresas do setor frigorífico, testada e certificada com selos técnicos de desempenho pelos órgãos responsáveis:
(CI) Isolamento ao frio, garantindo conforto térmico;
(SRC) Resistência ao escorregamento superior;
(E) Absorção de energia no calcanhar;
(I) Isolamento elétrico.
Essas tecnologias aplicam os princípios da NR 6 e os requisitos ergonômicos da NR 36, proporcionando desempenho contínuo em pisos molhados e ambientes de até –20 °C.
Confira: A solução mais completa em proteção para frigoríficos e ambientes extremos
A próxima fronteira da segurança nos frigoríficos passa pela instrumentação e análise preditiva.
Empresas do setor já aplicam sensores térmicos e de vibração para monitorar exposição individual, ajustando pausas conforme a variação real do ambiente, um conceito alinhado à Indústria 4.0 aplicada à SST.
Nesse cenário, o calçado profissional não será apenas um EPI, mas um componente inteligente da gestão de segurança, integrando dados de temperatura, carga e movimento.
Trabalhar em frigoríficos continuará sendo uma das tarefas mais exigentes da indústria brasileira. Mas com a aplicação rigorosa das normas NR 6, NR 36 e Art. 253, somada a soluções tecnológicas como as desenvolvidas pela Calfor, é possível transformar o ambiente frio em um espaço de alta performance e segurança contínua.
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