O CA DE CALÇADOS DE SEGURANÇA AGORA EXIGE Certificação por OCP: o que isso significa?
A Portaria MTE nº 122/2025 mudou o modelo de certificação de calçados de segurança. Entenda o que é OCP e como isso impacta fabricantes e empresas.
O CA é apenas o ponto de partida. Ambientes complexos exigem análise técnica mais profunda, inovação em EPIs e critérios além da conformidade mínima.
Instrução técnica, inovação em botas de PVC e os critérios que vão além do CA.
Durante muito tempo, a homologação de EPIs se baseou quase exclusivamente na verificação do Certificado de Aprovação (CA). E, por um bom tempo, isso até funcionou. Mas os ambientes de risco evoluíram. As tecnologias de proteção evoluíram. E o mercado de EPIs, especialmente no segmento de botas de PVC, passou a apresentar inovações que não cabem mais apenas no número do CA.
Hoje, mais do que verificar se o EPI pode ser usado, o papel do técnico de segurança é entender se ele deve ser usado naquele contexto.
E isso exige uma visão mais profunda, técnica e criteriosa.
A legislação é clara: o empregador precisa fornecer EPIs com CA válido e adequado à atividade. Mas, na prática, o técnico de segurança é o responsável direto pela escolha — e, muitas vezes, pelas consequências dela.
Homologar um EPI sem entender suas limitações técnicas, nível de desempenho, resistência química real e comportamento em diferentes condições ambientais, pode significar expor o trabalhador a um risco que o CA, sozinho, não prevê.
Quem está no campo sabe: o EPI, no papel, é uma coisa. No uso real, é outra.
Hoje já existem botas de PVC com proteção química ampliada, tecnologias de isolamento térmico e elétrico, biqueiras de materiais compósitos, e palmilhas com materiais avançados como aramida — e tudo isso com o mesmo número de CA de modelos muito mais simples.
Ou seja: o técnico já conhece os riscos do ambiente. O que talvez ainda não tenha chegado até ele é a real diferença entre o que os fabricantes estão prometendo e o que as botas efetivamente entregam.
E é aí que entra a importância de se aprofundar nos dados técnicos e não apenas nas fichas de marketing.
Essa nova realidade exige que a avaliação vá além da conformidade mínima.
Não se trata de ensinar o que o técnico já sabe — mas de abrir espaço para uma análise mais criteriosa das soluções disponíveis no mercado. Não basta o fabricante dizer que “tem CA”. A pergunta agora é:
Esse EPI resolve o tipo de risco que de fato acontece no meu ambiente?
Porque hoje já existe no mercado, por exemplo:
Ou seja: há mais tecnologia disponível do que a maioria das fichas técnicas revela.
Capítulo 4 – A importância da inovação contra perfurações
Em diversos setores, como construção civil, frigoríficos e indústrias pesadas, um dos riscos mais comuns é a perfuração na sola dos pés. Pregos, vergalhões, cacos de vidro ou até resíduos metálicos são acidentes recorrentes que podem gerar afastamentos prolongados e, em alguns casos, sequelas permanentes.
Segundo dados do Ministério da Previdência Social, apenas em 2022, mais de 20 mil trabalhadores foram afastados por lesões nos pés e tornozelos. Muitas dessas ocorrências poderiam ser evitadas com calçados profissionais equipados com palmilhas antiperfuro e solados desenvolvidos com tecnologia de resistência a impactos.
Aqui entra a reflexão:
Ao longo dos últimos anos, a indústria de calçados profissionais evoluiu, substituindo materiais metálicos por compósitos de alta resistência, oferecendo leveza, conforto ergonômico e proteção tecnológica de última geração.
E é justamente nesse ponto que a Calfor Pampeana se posiciona: desenvolvendo soluções que unem inovação, ergonomia e durabilidade, para garantir não apenas o cumprimento das normas, mas a verdadeira proteção do trabalhador que está na linha de frente.
O técnico de segurança não é mais apenas o “fiscal do EPI”. Hoje, ele é parte essencial da estratégia de redução de riscos, de produtividade e até de redução de passivos legais.
Escolher o EPI certo é também proteger a empresa, reduzir afastamentos, evitar acidentes e preservar a saúde do time.
E o primeiro passo é estar bem informado.
Não basta confiar no CA. É preciso conhecer a tecnologia.
O técnico de segurança já tem o conhecimento técnico necessário. O que muda agora é a necessidade de atualização diante de um mercado que está em transformação, com produtos mais tecnológicos, ambientes de risco mais complexos e responsabilidades que exigem decisões cada vez mais precisas.
Na Calfor, acreditamos que instrução é proteção. Por isso, desenvolvemos botas que não apenas cumprem norma — mas superam exigências reais de campo, com base em testes de desempenho, ensaios químicos e diálogo direto com quem está na linha de frente: o técnico.
Se você quer fazer escolhas mais seguras e mais técnicas, escolha Calfor!