Reclamações sobre EPIs: É SOBRE Cultura ou Qualidade?
Por que a resistência ao uso de EPI ainda é comum? Entenda como o conforto e a ergonomia dos calçados reduzem o cansaço e garantem a segurança.
Em cozinhas industriais, calor, umidade e ritmo acelerado criam um campo minado invisível. Entenda como a escolha do calçado certo pode redefinir a segurança da operação.
Imagine o seguinte cenário: Você é o responsável de segurança de uma fábrica, o relógio marca 11h45 e o refeitório precisa estar pronto para receber centenas de colaboradores. Panelas fervem, o calor o ambiente e o som dos utensílios se mistura à correria. Um auxiliar de cozinha atravessa o corredor apressado, sem perceber o óleo derramado no chão, e em um único passo em falso, a rotina acelerada se transforma em um protocolo de acidente e atendimento ao colaborador.
Esse tipo de situação é mais comum do que se imagina. Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho mostram que o setor de alimentação coletiva registra milhares de notificações anuais de acidentes leves e moderados. Entre 2010 e 2020, foram registrados 169.609 acidentes de trabalho nos estabelecimentos vinculados ao ramo de alimentação, representando cerca de 12% do total de acidentes trabalhistas no país. Os tipos de eventos mais frequentes nesse setor são cortes, queimaduras, quedas e problemas posturais.Fonte: RBMT
E aqui surge o desafio para qualquer técnico de segurança do trabalho: como reduzir riscos em um ambiente onde o calor, a pressa e o improviso são parte da rotina?
As cozinhas operam sob alta pressão. Em poucas horas, alimentos e refeições precisam ser preparados, servidos e higienizados em ciclos contínuos. Essa dinâmica cria um ambiente com temperaturas elevadas, superfícies escorregadias, vapores intensos e ruído constante, o que exige atenção permanente às condições ergonômicas e aos EPIs utilizados.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da NR 6, é responsabilidade da empresa fornecer os Equipamentos de Proteção Individual adequados ao risco de cada função. No entanto, em muitas cozinhas profissionais, o calçado ainda é tratado como um item secundário e não como o EPI essencial que protege o trabalhador em todos os momentos da jornada.
Essa percepção equivocada leva a escolhas inadequadas: sapatos comuns, tênis ou botas sem certificação, que podem até parecer confortáveis, mas não resistem ao contato com líquidos, óleo, calor e objetos cortantes. A consequência vem em forma de acidentes, afastamentos e desgaste físico acumulado.
Ao contrário do que ocorre em setores industriais pesados, as cozinhas raramente expõem o trabalhador a riscos catastróficos. O perigo está justamente na repetição: pequenos incidentes diários que, somados, geram grandes prejuízos.
Entre os principais riscos estão as queimaduras térmicas causadas por respingos de óleo ou vapor; os escorregões e quedas em áreas de preparo e lavagem; e as lesões musculoesqueléticas, consequência de longas horas em pé. Além disso, os produtos químicos de limpeza como desengordurantes e sanitizantes, podem causar irritações cutâneas e corrosão quando entram em contato com a pele.
Um levantamento da Fundacentro, vinculado ao Ministério do Trabalho, aponta que a falta de aderência nos calçados e a ausência de propriedades térmicas e impermeáveis estão entre os fatores mais recorrentes em acidentes de cozinha. Isso reforça a necessidade de EPIs que atendam a múltiplos tipos de risco e não apenas ao escorregamento.
O calçado é o EPI que acompanha o trabalhador o tempo todo, e talvez por isso seja um dos que mais exigem critérios técnicos no momento da escolha. Em cozinhas industriais, as exigências mínimas envolvem solado antiderrapante, impermeabilidade e resistência térmica.
Um estudo do Instituto de Pesquisa em Segurança Ocupacional da Itália (INAIL) mostrou que o uso de calçados adequados reduz em até 60% a ocorrência de quedas e torções em ambientes alimentícios. Isso ocorre porque os solados de borracha vulcanizada mantêm aderência mesmo quando expostos a gordura e umidade, algo que modelos comuns não conseguem garantir.
Além da aderência, há a questão ergonômica. Um calçado pesado ou mal estruturado pode causar fadiga, dores lombares e diminuição do rendimento, especialmente em jornadas de 8 a 10 horas em pé. Nesse sentido, materiais tecnológicos e palmilhas anatômicas tornam-se parte da estratégia de prevenção, não apenas de conforto.
Atenta a essas necessidades, a Calfor Pampeana desenvolveu uma linha de calçados profissionais específicas para cozinhas industriais, resultado de anos de pesquisa sobre ergonomia e resistência química.
Esses calçados reúnem tecnologias que atuam em diferentes frentes de proteção. O solado de borracha vulcanizado garante máxima aderência em pisos molhados e engordurados, reduzindo drasticamente o risco de escorregões. A meia térmica italiana injetada assegura conforto térmico durante longas jornadas e protege contra variações bruscas de temperatura.
O exclusivo Blend Nitrílico Calfor oferece resistência superior a óleos, graxas e produtos de limpeza, prolongando a durabilidade e evitando deformações do material. Já o Blend MicroXpan, outra inovação da marca, reduz o peso do calçado e proporciona flexibilidade. Essa tecnologia aplicada ao PVC+ confere resistência extra contra perfurações e cortes, atendendo aos requisitos das normas NR 6, NR 9 e NR 12, além das diretrizes internacionais de segurança ocupacional.
Essas soluções tornam os sapatos Calfor mais do que simples calçados: são instrumentos de prevenção e desempenho, desenhados para sustentar o ritmo intenso das cozinhas profissionais sem comprometer a segurança.
Cumprir as normas é o mínimo. O verdadeiro avanço está em transformar a segurança em cultura organizacional. Ambientes em que os EPIs são vistos como aliados, e não como imposições, apresentam índices de rotatividade e afastamento significativamente menores.
Empresas de alimentação corporativa e hospitalar que adotam programas integrados de segurança, como os baseados na ISO 45001 e nos protocolos de Segurança de Alimentos (HACCP), têm registrado não apenas menos acidentes, mas também aumento de produtividade e engajamento da equipe. A segurança, nesse contexto, se torna parte da eficiência operacional.
A rotina das cozinhas industriais não vai desacelerar e é justamente por isso que cada detalhe importa. O chão molhado, o óleo respingado e a pressa do serviço não precisam ser sinônimos de risco. Quando o EPI é pensado de forma estratégica, ele se torna parte da solução e não apenas da proteção.
As botas industriais e os sapatos ocupacionais Calfor, desenvolvidos com tecnologias como o PVC+ com Blend Nitrílico e solado vulcanizado, representam esse novo padrão de segurança: um calçado feito para quem mantém o país alimentado, protegendo cada passo com conforto, desempenho e confiança.